Depois de Auschwitz – Resenha

Oi pessoal! Tudo bem com vocês? Espero que sim!

Como vocês já puderam perceber, hoje o post é mais uma resenha! Comecei esse livro no meio das férias, acabei me empolgando muito com a história e já terminei.

A resenha de hoje é do emocionante e surpreendente: Depois de Aushwitz escrito por Eva Schloss.

Depois de Auschwitz - Eva Schloss
foto: google

Sinopse:

Em seu aniversário de quinze anos, Eva é enviada para Auschwitz. Sua sobrevivência depende da sorte, da sua própria determinação e do amor de sua mãe, Fritzi. Quando Auschwitz é extinto, mãe e filha iniciam a longa jornada de volta para casa. Elas procuram desesperadamente pelo pai e pelo irmão de Eva, de quem haviam se separado. A notícia veio alguns meses depois: tragicamente, os dois foram mortos.

Este é um depoimento honesto e doloroso de uma pessoa que sobreviveu ao Holocausto. As lembranças e descrições de Eva são sensíveis e vívidas, e seu relato traz o horror para tão perto quanto poderia estar. Mas também traz a luta de Eva para viver carregando o peso de seu terrível passado, ao mesmo tempo em que inspira e motiva pessoas com sua mensagem de perseverança e de respeito ao próximo – e ainda dá continuidade ao trabalho de seu padrasto Otto, pai de Anne Frank, garantindo que o legado de Anne nunca seja esquecido.

Pela sinopse e pelo título vocês já podem perceber que os relatos contidos no livro são pesados e muito mas muito emocionantes. Como já disse anteriormente aqui no blog, me interesso demais a todos os assuntos e curiosidades relacionadas com Segunda Guerra Mundial. Quando vi que Eva teve relações com Anne Frank (que seu diário é meu livro preferido) e que era uma sobrevivente do Holocausto, me empolguei demais.

Eva nasceu na Áustria, em Viena e teve uma infância tranquila, juntamente de seus pais, Erich  e Fritzi (a quem chama de Pappy e Mutti) e com seu irmão inseparável, Heinz. Eva era uma menina travessa, elétrica e habilidosa, Heinz era um artista, paciente e sentimental. A maneira como Eva relata os acontecimentos é de uma forma muito direta, objetiva e simples, fazendo a leitura fluir de forma bem rápida. Outras pessoas que tiveram importância na infância de Eva foram seus avós, David e Hermine.

Após a chegada dos Nazistas na Áustria, Eva já começa a notar as mudanças de comportamento para com os judeus e o antissemitismo em constante crescimento. Judeus não podiam mais frequentar cafés, padarias e hospitais onde os médicos não eram judeus. Passaram a ter de usar uma estrela dourada costurada em suas roupas, mostrando publicamente que eram judeus, mas era mais parecido que estavam se declarando criminosos. O olhar das pessoas, a aversão da população para com os judeus é algo que Eva descreve como uma das piores experiências.

Eva e sua família tiveram de se mudar, já que ficar na Áustria não era tão seguro como antes. Seus avós conseguiram vistos para a Inglaterra, mas esses vistos foram negados a família de Eva. Tiveram de ir para Holanda, Amsterdã, ficariam instalados na praça merwedeplein, que era onde vivia Anne também. O local se transformou em uma espécie de gueto da cidade, apenas composto por judeus. Nesse momento, Eva ainda tinha contato com o irmão e com o pai, mas a partir de um tempo, a própria passou a ser perigosa para eles, sendo assim, tiveram de se separar. Eva ficaria com a mãe e Heinz com o pai. Esse é um dos momentos do livro em que mais me emocionei, quando Eva descreve o momento da despedida entre a família e seus pais reagem com naturalidade e uma certa frieza, já que precisavam ser fortes por seus filhos naquele momento.

A trajetória de Eva, durante o momento em que ela e sua mãe estavam vivendo como “fugitivas” é cheia de reviravoltas, até chegar o momento em que foram traídas por uma conhecida, sendo entregadas aos oficiais da S.S. Vale ressaltar que no dia que foram pegas, era o aniversário de 15 anos de Eva.

O caminho até a Aushwitz e as novas adaptações daquela nova forma de se viver, são retratadas detalhadamente, com muita emoção óbvio. Uma das cenas que mais fiquei aterrorizada, foi o momento em que Eva relata a experiência que teve com uma das Kapos de Aushwitz (uma espécie de militares mulheres do campo), em acabou sendo forçada a virar sobre si mesma um balde cheio de fezes e urina, e ter de ficar com aquilo sobre seu corpo o dia inteiro. Essa é só uma das terríveis expêriencias que ela passa no campo. Eu já tinha uma visão aterrorizante sobre o campo e o que se era feito ali, mas depois de ler esse livro acabei redobrando minhas percepções.

Estou omitindo vários dados e acontecimentos do livro, pois é cheio de detalhes e história. O final é surpreendente e tocante, e mostra que apesar de ter passado por condições e por ambientes mortais, Eva superou tudo aquilo e tornou-se quem desejava ser. É um livro incrível, emocionante e único. Recomendo demais!!

Espero que tenham gostado da resenha! Até o próximo post!

Beijos.

Maria.

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