Até O Último Homem (Hacksaw Ridge) – Resenha

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(Mark Rogers/Divulgação)

Mais uma resenha! Dessa vez de um filme mais pesado. Hoje vim falar com vocês sobre “Até O Último Homem” (Hacksaw Ridge). Um filme tocante, surpreendente e bem feito.


Sinopse:

Durante a Segunda Guerra Mundial, o médico do exército Desmond T. Doss (Andrew Garfield) se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, porém, durante a Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado. O que faz de Doss o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso.

Fonte: AdoroCinema

Lançado em 2016, com uma direção de Mel Gibson e roteiro de  Andrew Knight e Robert Schenkkan. Bem, já sabendo o nome do diretor e todo o seu estilo e polêmica (deixemos isso de lado), vocês já partem do pressuposto que é um filme que mostra bastante violência. Mas ao mesmo tempo, é muito humano.

O filme conta com um elenco com Andrew Garfield, Vince Vaughn, Sam Worthington, Luke Bracey,  Teresa Palmer e Hugo Weaving. Já foi indicado a premiações como o AACTA Awards, onde ganhou em 9 categorias, Critics’ Choice Awards, que venceu em 2 categorias, Hollywood Film Awards, que venceu em todas as categorias nas quais foi indicado e o mais recente, o Oscar 2017, que venceu como Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição.

Partindo de todos esse dados, vamos para a história. A trama gira em torno de Desmond Doss e sua luta no campo de batalha da Segunda Guerra Mundial. Desmond atuou como soldado e socorrista na Batalha de Okinawa, e desarmado, salvou 75 homens. Sim, isso mesmo, ele não portou arma alguma.

Desmond nasceu em Lynchburg, Virginia, seus pais Thomas Doss e Bertha E. Oliver Doss. Em 1942 alistou-se no exército e foi selecionado, mas durante todo o seu treinamento recusou-se a matar um soldado inimigo e carregar uma arma devido a suas crenças pessoais. Ele era membro devoto da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Desmond tornou-se o primeiro e único Objetor de Consciência (pessoas que seguem princípios religiosos, morais e éticos de sua consciência, que são incompatíveis com o serviço militar) a receber uma Medalha De Honra do Exército Americano e outras diversas condecorações.

A trajetória de Desmond é muito bem retratada no filme, e a atuação de Andrew Garfield foi um ponto importantíssimo que contribui com peso na estrutura do enredo. Pelo fato de o filme ser extenso, há uma espécie de divisão bem marcante de dois atos. O primeiro ato, que conta toda a história de vida de Desmond, mostra os problemas com o pai, que anteriormente foi um militar mas acabou amargurando-se depois da guerra, envolvendo-se com bebida e até mesmo machucando os próprios filhos e a esposa. Mostra também como conheceu sua futura esposa Dorothy Schutte.  E por fim a sua entrada no exército e os problemas que teve com os militares devido as suas crenças.

O segundo ato mostra Desmond em campo de batalha, que é algo surpreendente e inacreditável. Há cenas em que o clichê de filmes de guerra está presente, mas isso não prejudica o filme. Os momentos em que há grandes batalhas, são muito bem filmados. A cena de Desmond que mais me tocou, foi o momento em que todos os soldados americanos haviam recuado, pois os japoneses estavam em maior quantidade, porém Desmond permaneceu em campo de batalha, procurando incansavelmente por feridos que precisassem de ajuda médica. Ele salva 75 homens dessa maneira, ele não dorme, não come, apenas pede para que o seu deus o ajude a salvar apenas mais um. É incrível.

O filme mostra de fato como é uma guerra. A guerra não mata apenas aqueles que ficaram em campo de batalha, mas mata também aqueles que saíram vivos de lá. O transtorno mental que isso causa nos soldados é enfatizado no filme, sendo o maior exemplo disso o próprio pai de Desmond, interpretado por Hugo Deaving.

Filmes desse estilo, com violência bem explícita, não me agradam muito. Mas especificamente esse, me surpreendeu. No início estava meio apreensiva, por ter achado o clima muito pesado, porém logo depois me empolguei e me envolvi muito com a história. Gostei bastante, minhas expectativas foram superadas e me emocionei bastante. Recomendo sem sombra de dúvidas!

Espero que tenham gostado da resenha! Até o próximo post!

Beijos!

Maria.

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